Alfafa peletizada tem conquistado e equinos

Quando o assunto é sobre a alimentação dos cavalos existem diversos produtos que são oferecidos no mercado. Uns oferecem dietas voltadas para cavalos-atletas, outros para potros, para éguas ou garanhões, mas algumas questões nutricionais são mais simples, como por exemplo, qual é a melhor alfafa, a comum ou a peletizada?

1902Segundo Geime dos Santos Machado, sócio-gerente comercial da ALF Nutrição Animal, há mais de 15 anos no mercado, a alfafa “rainha das forrageiras” pela sua composição em fibras, proteínas, macro e micro-elementos, vitaminas, carotenos, fatores de crescimento e de incremento à lactação, na questão nutricional, é um alimento que se situa entre as forragens de gramíneas e os concentrados, sendo muito superior às primeiras e com vantagens sobre os concentrados por suas vitaminas, carotenos e fatores de crescimento e lactação.

Machado explica que a peletização da alfafa é um processo industrial que reduz a matéria-prima à pequenas partículas (moagem), posterior aglutinação e compactação por prensagem (peletização), resulta um produto final chamado “pellet”, mantendo todas as características originais do produto, mas conferindo nesta forma de apresentação, inúmeras vantagens sobre a forma tradicional em fardos. “O pellet é a forma mais moderna de apresentação dos alimentos para eqüinos no mercado. A alfafa peletizada é, portanto, alfafa concentrada e a relação em densidade (volume) é de 3 por 1”, revela.

A alfafa peletizada pode ser utilizada como alimento único ou como componente da ração balanceada, reduzindo o uso de concentrado, dependendo da idade e atividade do animal, sempre sob orientação do nutricionista animal, uma vez que cada animal deve ter sua dieta individualizada.

Segundo o sócio-proprietário, é indicado que sejam dados 2-3 Kg por dia, não misturado com outros alimentos, antes das refeições. Se for o único alimento do animal, a quantidade muda para 1% do peso do animal por dia. Outra dica que Machado dá é em relação ao esteriótipo do animal. Os reprodutores devem receber com suplemento 3Kg/dia; potro em crescimento: 2Kg/dia; cavalos que fazem trabalhos pesados: 3-4Kg/dia, cavalos que fazem trabalhos leves: 2Kg/dia, éguas que estão amamentando: 3Kg/dia, éguas em gestação: 2Kg/dia.

Vantagens – Em relação a alfafa comum, Machado explica que existem diversas vantagens como o alto valor nutritivo, qualidade nutricional consistente, mantendo o bom estado das folhas e evitando as perdas das mesmas.

A alfafa peletizada é fácil de trabalhar, limpa e pode reduzir a mão-de-obra em até 85%, pois o tratador tem como colocar a medida certa para o animal e não precisa ficar mensurando, evitando riscos de desperdício. “Com o feno perde-se até 20% no manejo, dando prejuízo para o criador. Da peletizada, o criador dá as doses exatas na dieta do animal”, explica.

Outro ponto positivo é que elimina arames dos fardos, evitando assim ferimentos e economizando gastos de transporte (frete) e armazenamento (espaço, perdas, mão-de-obra, pragas) “Além da vantagem na conservação, por ser concentrado e com baixa umidade dificulta proliferação de fungos. Com essa alfafa também evita-se a seleção do alimento por parte do animal que come integralmente a alfafa e não só as folhas ou caules”, destaca.

A alfafa peletizada é indicada para animais com problemas respiratórios, pois não possui pó e por ter teor de umidade muito inferior aos fardos, 1Kg de pellets de alfafa pode chegar a superar em 35% o aporte de nutrientes em relação aos fardos tradicionais. Uma vantagem nutricional é que a alfafa peletizada tem melhor biodigestibilidade, pois o animal ingere pequenas partículas, o que favorece a digestão e absorção dos nutrientes, gastando menos energia no processo e armazenando a sobra em ganho de peso.

“Por ser alimento natural, não há contra-indicação quando dado nas doses apropriadas.Não temos relato de não aceitação pelo animal, alguns podem levar 2-3 dias para aceitação total, sugerimos fazer a substituição gradativamente nesses casos excepcionais”, revela.

Quem trocou e aprovou – Devido a tantas vantagens, a aceitação do produto tem sido excelente e à medida que se torna mais conhecido e suas vantagens comprovadas na prática, a comercialização aumenta proporcionalmente.

Segundo José Luiz de Moraes, diretor hípico da Estância Província de São Pedro em Gravataí (RS), que pertence a 60 sócios e possui 105 eqüinos, a alfafa peletizada foi implantada em maio deste ano devido aos seus inúmeros benefícios.

Moraes cita que a alfafa peletizada é mais barata do que a comum em fardo; tem melhor prazo para pagamento e pode ser adquirida de um único fornecedor; não mofa; o produto é entregue rigorosamente no prazo combinado; redução do espaço de estocagem; o animal consome o produto no cocho, portanto na corre o risco de comer junto com serragem da cama; otimização da mão-de-obra para distribuição nos cochos; maior flexibilidade quanto ao prazo de estocagem.; facilidade para descarga e transporte interno; maior prazo de estocagem e conservação, entre outras.

Em relação aos custos, Moraes explica que eles levam em consideração o custo direto e o indireto. O direto, hoje, não difere muito entre os dois produtos, ressalvando que, enquanto o fabricante da alfafa peletizada mantém o preço constante, os fornecedores da alfafa natural elevam e baixam seu preço de acordo com as dificuldades de produção devido à chuvas, transportes, etc..

Já no custo indireto essa diferença torna-se significativa. “Antes da implantação, necessitávamos de dois funcionários para o transporte interno e distribuição nos cochos, e com a peletizada, hoje, utilizamos apenas um. Também o tempo de carga e descarga quando das entregas (fracionadas) que obrigavam o pessoal a interromper suas funções diárias para executar este serviço. Hoje, sabemos o dia e horário da entrega, e isto otimizou, e muito, o trabalho da nossa equipe”, revela.

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