Cultivo de alfafa para bovinos

A alfafa reúne diversas características importantes, como uma planta forrageira, tais como: boa produtividade, capacidade de fixação de nitrogênio e alta palatabilidade.
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É cultivada em aproximadamente 32 milhões de hectares em todo o mundo, sendo o maior produtor os Estados Unidos, com 12 milhões de hectares, seguido da Argentina, com 5,5 milhões de hectares. No Brasil, estima-se o cultivo de 30 mil hectares de alfafa, distribuídos principalmente na região sul do país. Atualmente observa-se expansão dessa forrageira para os estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, principalmente onde há demanda por forragem de alto valor nutritivo, para utilização em sistemas intensivos de produção de leite. A alfafa é capaz de persistir em produção durante vários anos, desde que em condições adequadas de clima, solo e manejo podendo ser cultivada para corte, pastejo, feno, pré-secado e silagem.

A alfafa, por se tratar de forrageira de alta produção de matéria seca e com elevada qualidade nutricional, pode se apresentar como alternativa de alimentação ao diminuir a quantidade utilizada de concentrado e de silagem de milho na dieta animal. Os alimentos concentrados representam aproximadamente 60% do custo de alimentação de vacas leiteiras e 36% do custo total.

Além disso, o uso de alfafa em pastejo pode amenizar a estacionalidade de produção de gramíneas tropicais, como por exemplo, Panicum e Brachiaria, que diminuem drasticamente sua produção no inverno e também possibilita a eliminação da adubação nitrogenada, por ser uma leguminosa. Outra vantagem do uso de alfafa em pastejo é a redução do custo de produção. A alfafa também pode ser utilizada como banco de proteína, para complemento da dieta à base de forrageiras tropicais, permitindo, assim, economia na utilização de concentrados.

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