Recomendações para o cultivo de alfafa na região Sudeste do Brasil

A alfafa (Medicago sativa), originária da Ásia Menor e do Sul doCáucaso, é uma leguminosa forrageira que secaracteriza por se adaptar a diferentes tipos de clima e de solo, o que a torna conhecida em quase
todas as regiões agrícolas do mundo. Outra importante característicadessa planta é o seu elevado valor nutritivo, com 20% a 25% de proteínabruta na matéria seca, bem como a sua capacidade de produzir forragemtenra e de boa palatabilidade aos animais. Mundialmente, a ocorrência da alfafa é mais freqüente em regiões
de clima temperado, como nos Estados Unidos, na Rússia, no Canadá, na Argentina e na Itália. Entretanto, mais recentemente, alguns resultados experimentais com a planta têm revelado o potencial de seucultivo em ambientes tropicais, como no Sudeste do Brasil. Nesse aspecto, instituições de pesquisa agrícola da região, principalmente da Embrapa (Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, SP, e Embrapa
Gado de Leite, em Juiz de Fora, MG), têm demonstrado que a alfafa pode produzir até 20 t/ha de matéria seca por ano, com média de teor de proteína bruta de 25%, podendo ser fornecida aos animais na forma “in
natura” (verde) e picada, ou na forma de feno, ou ser utilizada em pastejo intensivo rotacionado.

O objetivo desta publicação é o de estimular o cultivo de alfafa no Sudeste do País, em estabelecimentos pecuários com potencial de produção, ou seja, que disponham de animais com altos índices zootécnicos, bem como de solos propícios química e fisicamente para o plantio da forrageira
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Resultados de pesquisa com alfafa na região Sudeste do Brasil

No Brasil, os sistemas intensivos de produção animal, principalmente de leite bovino, surgiram em meados da década de 1980 e início da década de 1990, incentivando o cultivo de alfafa em regiões pouco

tradicionais, como a do Sudeste. Entretanto, por se tratar de uma planta exótica, que depende dos novos fatores bióticos e abióticos regionais, apresentou problemas de adaptação a essas novas condições ambientais,
principalmente em relação às de solo. Nessa época, as instituições de pesquisa agrícola iniciaram experimentações com a planta e houve a formação da Rede Nacional de Avaliação de Cultivares de Alfafa (Renacal), coordenada pela Embrapa Gado de Leite. As condições de solo, principalmente quanto à química, estão entre os mais importantes fatores que interferem no cultivo de alfafa no País, em função da baixa a média

fertilidade da maioria dos solos no Brasil. Nesse aspecto, resultados de pesquisas de outros países revelam que o pH para essa cultura deve se situar entre 6,5 e 7,5. Para as cultivares mais adaptadas às condições brasileiras, como as do Sudeste, a correção da acidez dos solos está baseada na saturação por bases, para a qual o nível de 80% é desejado, refletindo pH na faixa de 6,0 a 6,5. Por sua vez, o nitrogênio para a alfafa, como para as demais leguminosas, pode ser suprido por meio da fixação simbiótica de bactérias aeróbicas da espécie Rhizobium melilotti (específica para alfafa).

A quantidade de nitrogênio fixada simbioticamente pela alfafa varia entre 120 e 330 kg/ha por ano, o que é suficiente para seu desenvolvimento e para a produção de forragem. Em cultivares mais adaptadas à
região Sudeste do Brasil, verificou-se que a estirpe SEMIA-116 apresentou excelentes nodulações, não ocorrendo deficiência de nitrogênio (amarelo-pálido nas folhas) e observando-se plantas com níveis de 20% a
25% de proteína bruta. Adubações fosfatadas e potássicas para cultivo de alfafa na região Sudeste, tanto para formação como para manutenção da cultura, devem se basear no Boletim Técnico do IAC (Tabela 1).
Na formação do alfafal, é recomendado que não se aplique mais de 60 kg/ha de K2
O no sulco de plantio. Se a dose exceder esse valor, deve-se aplicar o restante em cobertura, cerca de 30 a 40 dias
após a emergência das plantas. Para o potássio em cobertura, aplicado após cada
corte e a lanço, observou-se que há resposta linear no rendimento de matéria seca de

alfafa, com doses de até 100 kg/ha de K2O. Apesar de a adubação orgânica ser fundamental no estabelecimento dos alfafais, bem como também ser fonte de micronutrientes para a cultura, aplicações de 30 kg/ha de FTE BR-12 foram suficientes para que a planta não apresentasse sinais de deficiência desses elementos.

Outro fator importante, que pode interferir no cultivo de alfafa no Brasil, é a competição imposta pelas plantas daninhas à cultura. Resultados experimentais obtidos na região Sudeste revelaram que, durante o verão,
numa comunidade infestante, com média de 250 plantas/m 2 , composta por capim-braquiária(Brachiaria
decumbens), picão-branco(Galinsoga paviflora ), capim-pé-de-galinha(Eleusine indica
), caruru-de-espinho(Amaranthus spinosus), grama-seda (Cynodon dactylon) e trapoeraba (Commelina benghalensis ), com predominância de capim-braquiária, a interferência chegou a níveis de 60% de redução na produção de forragem de alfafa.Essa interferência de plantas indesejáveis no estabelecimento do alfafal é
tão significativa que é uma das principais razões pelas quais a época de outono–inverno é recomendada como a ideal para o plantio, uma vez que nesse período é menor a competição das plantas daninhas e a alfafa
tem maior potencial de desenvolvimento,suficiente para permitir a implantação e a competição durante a primavera–verão,entrando nessa época com bom porte e com sistema radicular desenvolvido. Mesmo com
a diminuição do banco de invasoras durante o preparo do solo pelas sucessivas gradagens, bem como da limitação do efeito das plantas daninhas pela época de semeadura da alfafa (outono–inverno), quando há menor incidência dessas plantas, certamente a população delas poderá ressurgir. Nesse caso, em alfafais estabelecidos, pode-se utilizar o controle químico, por meio do herbicida imazethapyrem pós-emergência total, na dosagem de
1,0 l/ha do produto comercial. Na ocorrência de gramíneas invasoras, recomenda-se utilizar o graminicida
fluazifop-butil, também em pós-emergência total, na dosagem de 1,5 l/ha do produto

comercial.

67046-42777-90967-seedherr_13102009071413Foto: MFRURAL

Apesar de possuir sistema radicular pivotante agressivo, que atinge de 2 a 5 m de profundidade, embora em condições controladas possa chegar a até 20 m, o que lhe confere bastante resistência às secas, a alfafa necessita de água de irrigação, para atingir alto rendimento de forragem. Esse fato faz com que nas condições do Sudeste seja considerada como cultura irrigada. Entretanto, como para as demais culturas no Brasil, o manejo da irrigação tem sido realizado de maneira empírica, ou seja, o momento de aplicação da água (isto é, a freqüência ou o turno de rega), bem como a quantidade de água aplicada (isto é, a lâmina de água), é
estabelecido de maneira predeterminada. A cada 3, 5, 6, 8 ou “n” dias sem chuvas – “freqüência” –, aplica-se 5, 8, 10, 12, ou “n” mm de água – “quantidade ou lâmina de água”. Esse método, que pode ocasionar os
maiores erros técnicos, econômicos e até ecológicos na prática de irrigação, se deve a dificuldades que o irrigante tem para calcular o balanço hídrico entre a planta e o solo por meio de inúmeras fórmulas, bem como para
monitorar e aferir diversos equipamentos. Para evitar essa prática, foi desenvolvido para a cultura da alfafa o
método de irrigação denominado EPS (nome derivado de “evaporação, precipitação, solo”), que, além de exigir poucos cálculos, é de fácil monitoramento. Durante o desenvolvimento da planta, quando a diferença entre a
evaporação medida com um evaporímetro ( EP,medida direta em mm) e a precipitação pluvialmedida com um pluviômetro (PR, medidadireta em mm) atingir valor pouco superior ouigual a 30 mm, aplica-se água, isto é,
determina-se a freqüência ou o turno de rega,obtida deEP–PR≥30mm. Para Latossolos de textura média, que compõem grande parte dos solos agriculturáveis brasileiros, aplica-se de 16 a 21 mm de água, para alcançar os primeiros 20 cm de profundidade, que corresponde à capacidade de armazenamento de água desses solos; isto é,
determina-se a quantidade a aplicar ou a lâmina de água. Deve-se salientar que, apesar de empírico,
como os demais métodos para se determinar o balanço hídrico, o método EPS envolve apenas duas variáveis climáticas de fácil monitoramento e aferição, mas que respondem por mais de 90% da demanda hídrica das plantas. Duas considerações devem ser feitas quanto à irrigação, que são específicas para a alfafa. Antes do corte ou do pastejo, não se deve aplicar imediatamente água de irrigação, uma vez que o umedecimento da camada
superficial do solo nesse momento dificulta a colheita de forragem, predispondo ao mofo o material a ser colhido, no caso de corte, ou facilitando a compactação do solo, no caso de
pastejo. Outra consideração é a aplicação de água durante a instalação da alfafa, ou seja,
no início do desenvolvimento da planta (diferenciação foliar ou queda dos

cotilédones), quando a irrigação pode ser até prejudicial à cultura, uma vez que provoca crescimento superficial do sistema radicular. É recomendado que nessa época a planta seja submetida a um déficit hídrico durante cinco a sete dias, a fim de forçar sua fixação no solo pelo desenvolvimento vertical das raízes. Outro fator importante que tem impedido o desenvolvimento da alfafa no Brasil é que quase todo o cultivo dessa forrageira no País é originário de sementes importadas da Argentina, do Chile e dos

Estados Unidos, em razão de problemas para produção de sementes, inerentes às condições
brasileiras, principalmente climáticos. Dessa maneira, o custo das sementes, que em média é de US$ 8/kg, é um dos fatores que mais onera e conseqüentemente mais interfere na
implantação da cultura no Brasil. Além disso, as características morfológicas e as características florais da planta exigem polinizadores de comportamento específico, que no caso da alfafa são as abelhas melíferas. Entretanto,
algumas regiões brasileiras apresentam potencial para produzir sementes de alfafa, com requisitos
ambientais que possibilitam obter alto rendimento de sementes com qualidade, como a dos Cerrados e a do Semi-Árido nordestino. Portanto, é necessário que as instituições de pesquisa ag rícola priorizem ações para
geração de tecnologia de produção de sementes dessa planta. Quanto às cultivares de alfafa, diversos
trabalhos realizados pela Rede Nacional de Avaliação de Cultivares de Alfafa (Renacal) indicaram que a Crioula ainda é a cultivar que mais se adapta à região Sudeste, conforme se pode observar na Tabela 2.
Porém, dados experimentais mais recentes obtidos pela Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, SP, evidenciaram que, além de alto potencial forrageiro, o acesso LEN 4 é bastante tolerante a doenças
foliares e de raízes, o que indica que essa alfafa poderá ser lançada como cultivar na região Sudeste. Contudo, observou-se que, mesmo sendo inferior no rendimento de forragem, a distribuição estacional de

produção de forragem da cultivar Crioula foi mais uniforme do que a do material promissor (LEN 4), o que comprova a maior adaptabilidade da cultivar Crioula à região.

Recomendações básicas para a implantação de um alfafal
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Escolha da área

Terreno plano, em solo com textura média, profundo, com boa drenagem, sem compactação ou camada de impedimento, preferencialmente de alta fertilidade.

• Se houver necessidade, corrigir a saturação por bases para 80%, conforme análise do solo.
• O solo deve possuir nível alto de matéria orgânica.
• Deve haver possibilidade de irrigação. Preparo do solo
• Coletar duas amostras de solo, sendo 20 subamostras por área homogênea (amostras de 0 a 20 cm e de 20 a 40 cm).
• Aplicar metade da dose calculada de calcário.
• Realizar adubação orgânica, mediante plantio de espécie vegetal de ciclo curto, como a crotalária (Crotalaria juncea) ou outro adubo verde, ou aplicar esterco de aves ou de curral.
• Se necessário, descompactar a área com subsolador; realizar uma aração profunda (20 a 40 cm).
• Então, aplicar a metade restante de
calcário e realizar gradagens sucessivas
(duas ou três), até obter terreno bem
destorroado.
Semeadura
• Cultivar Crioula.
• Semeadura durante o outono (abril a junho).
• Espaçamento de 15 a 30 cm entre linhas e densidade de 20 kg/ha de sementes.
• Inocular as sementes com Rhizobium (estirpe SEMIA-116), ou adquirir sementes já inoculadas.
• Profundidade de plantio, no máximo de 2 cm. Adubação de formação ou implantação
• Deve ser a lanço e incorporado ao solo em toda a área, sendo realizada durante a época de semeadura.
• Dosagens de fósforo (P2O5) e de potássio(K2O)
•Aplicar também 30 kg/ha de FTE BR-12. Adubações de cobertura
• Devem ser a lanço, sobre a cultura.
• As dosagens de potássio (K2O) devem sebasear nas recomendações da Tabela 1,após cada corte. Adubações de manutenção
• Devem ser a lanço, sobre a cultura.
• As dosagens de fósforo (P2O5), se houver necessidade, devem se basear nas recomendações da Tabela 1.
• Após um ano, aplicar 30 kg/ha de FTE BR-12, se houver necessidade. Manejo da cultura sob corte
• Altura de corte: 8 a 10 cm da superfície do solo.
• Primeiro corte do alfafal: de 80 a 90 dias após semeadura, em florescimento pleno,isto é, acima de 80% de florescimento.

• Demais cortes, quando a cultura estiver com 10% de florescimento, que na prática se constata quando visualmente se observam as primeiras flores no alfafal

• No inverno, a alfafa não floresce, devendo ser cortada quando a brotação estiver com 5 cm de altura.

Pragas

 

Diversas pragas podem freqüentar o alfafale causar danos à planta, como a lagarta-da-soja(Anticarsia gemmatalis), a lagarta-dos-arrozais(Spodoptera frugiperda), o curuquerê-dos-capinzais (Mocis latipes), a lagarta-mede-palmo(Elasmopalpus lignosellus), a vaquinha (Diabroticaspeciosa) e vários pulgões (Aphis glossypii,Acurthosiphum pisem). Dentre essas pragas, asmais importantes para a alfafa no Brasil são os
pulgões, devendo-se destacar que na região centraldo Estado de São Paulo oAphis trifolii f.maculata
foi observado pela primeira vez emSão Carlos,enquanto o registro da ocorrênciadoAphis crucivora
nesta região foi o primeiro relato no Brasil. Todavia, em razão principalmente douso da forragem na alimentação animal, deve-se evitar o controle químico dessas pragas nacultura, optando-se por métodos preventivos(evitar infestação de plantas daninhas hospedeiras), culturais (preparo do solo, irrigação), físicos (antecipação de corte ou pastejo no caso de aumento de determinada praga) e biológicos (preservação de inimigos
naturais, como as joaninhas –Cycloneda sanguinea e alguns afídeos – Aphideus spp.
, e uso de inseticidas biológicos –Bacillusthuringiensis). Nesse aspecto, cabe destacar que durante oito anos de cultivo na Embrapa Pecuária Sudeste, optando por esses métodos, não houve necessidade do controle químico de pragas em alfafa, observando-se, com isso, grande presença de inimigos

naturais na cultura.

Doenças

No Brasil, ainda não se tem o quadro definido do problema que as doenças podem

causar à cultura da alfafa. Porém, em alguns cultivos, pode-se observar murcha-bacteriana(Corynobacterium insidiosum), antracnose(Colletrotrichum trifolii), fusariose (Fusariumsp.), podridão-das-raízes (Phytophtoramegasperma), rizoctonia (Rhizoctonia solani),pinta-preta (Pseudopeziza medicaginis),ferrugem-da-folha (Uromices striatus),mancha-das-folhas (Cercospora medicaginis) emosaico-da-alfafa (causado pelo vírus do mosaico-da-alfafa, que é transmitido pelo pulgão).

Essas doenças são mais evidentes na cultura durante o verão, podendo causarperdas significativas no alfafal, e, ao contrário das pragas, são de difícil controle, dispondo-se apenas do controle nas sementes e,
principalmente, da tolerância varietal. Durante a implantação do alfafal, os causadores de “damping off” (
Fusarium spp.e Rhizoctonia solani) podem ser controlados pelo tratamento de sementes com thiram (4,2
g/kg de sementes) e iprodione (1,0 g/kg de sementes). Quando identificadas as murchas de caule ou de hastes (
Fusarium spp.), essas também podem ser eliminadas do alfafal,antecipando o corte ou pastejo. Colheita da forragem para feno O preparo do feno de alfafa envolve as seguintes operações: corte manual ou

mecânico, secagem e armazenamento. O corte deve ser feito pela manhã, quando é improvável a ocorrência de chuvas durante o dia. O ponto de enfardamento do material (prensagem), para posterior armazenamento ou transporte, na prática, é observado quando, ao torcer com as mãos uma quantidade de alfafa seca, não se note

umidade no material, a ponto de estar quebradiço (umidade entre 15% e 20%). A qualidade do feno de alfafa está diretamente relacionada à prática de secagem, que no Brasil é realizada em duas fases: exposição inicial da forragem verde ao sol, até perda de 50% do peso (fase de murcha), e secagem desse material espalhado à sombra, até alcançar umidade entre 15% e 20% (fase quebradiça). À sombra, o amontoamento pode
influir na qualidade do feno, propiciando o desenvolvimento de fungos, o que deprecia sua aparência pela presença de esporos. Manejo da cultura sob pastejo
• No Brasil, apesar de pouca informação sobre o assunto, pastagens exclusivas de alfafa têm suportado aproximadamente três unidades animais (uma unidade animal = 450 kg de peso vivo) por hectare, com

produção diária de 20 kg de leite por vaca, sem consumo de alimento concentrado, o que possibilita média de produção de leitediária de 54 kg/ha.

• O pastejo é rotacionado, com um dia de ocupação e de 24 a 36 dias de descanso.
Considerações finais Os pecuaristas do Sudeste do Brasil podem utilizar a alfafa em sistemas de
produção animal. Entretanto, essa decisão deve se basear em dois princípios fundamentais: a) Verificar para que categoria animal a forragem de alfafa será fornecida. Se para animais com altos índices zootécnicos na
produção de leite e ou de carne, ou para cavalos de corrida e de montaria, optar pela
alfafa. Se para animais com menor potencial zootécnico, o pecuarista dispõe de outras forrageiras com valor nutritivo adequado, bem como mais adaptadas às condições de clima e de solo da região, como menor exigência em fertilidade. b) Com base nas informações disponíveis sobre a cultura da alfafa na região
Sudeste, pode-se produzir de 20 a 25 t/ha de matéria seca por ano. Porém, por se tratar de planta exigente, esses níveis de rendimento requerem grande investimento na formação e na manutenção da cultura (preparo do solo,
sementes, corretivos, herbicidas, adubações, irrigação, maquinário, etc.). Com isso, é recomendado que, independentemente das condições financeiras do produtor, o cultivo de alfafa nas condições do Sudeste seja
baseado na busca de alto rendimento por área e não no aumento da produção de forragem
por meio de maior área plantada. A viabilidade do cultivo de alfafa no Sudeste do Brasil será aumentada a partir do momento em que se dispuser de tecnologias para produção de sementes dessa planta nas
condições de clima e de solo brasileiras. Portanto, é fundamental que as instituições de pesquisa agrícola priorizem sua atuação em pesquisas sobre rendimento e qualidade de sementes de alfafa.

Fonte: EMBRAPA

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